Possíveis cenários futuros

Prezados servidores e estudantes, a seguir apresento algumas reflexões e cenários possíveis para os próximos anos.

Elaborado em julho de 2010

Prezados colegas, segue uma pequena reflexão, sem um aprofundamento maior em decorrência do tempo, sobre as ameaças e oportunidades externas a que estamos e estaremos submetidos nos próximos anos. Esse resumo foi solicitado por um grupo de servidores do IF-SC, que estão realizando Curso Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais. 

Não se trata, portanto de um trabalho pronto, já que reflete apenas um ponto de vista em relação a conjuntura atual.
 
 
a) OPORTUNIDADES– Fatores externos que afetam positivamente o IF-SC?
 
1- Assinatura e Implantação do Termo de Acordo de Metas e Compromissos (TAM), que viabilizará mais recursos para a rede federal, mediante cumprimento de metas pré-estabelecidas; Com o TAM, temos a implantação do regulamento do professor equivalente e do servidor equivalente, o que significará a reposição imediata de vagas dos profissionais aposentados, falecidos, exonerados entre outros. Atualmente a instituição tem um quadro elevado de servidores em vias de se aposentar e não pode contratar outros servidores para reposição, o que dificulta o planejamento da gestão.  OBSERVAÇÃO – ESSA OPORTUNIDADE É DECORRENTE DE UM ACORDO EXTERNO, MAS COM A PARTICIPAÇÃO ATIVA DO IF-SC NA CONSTRUÇÃO DO TAM.
 
2- Implantação do programa de mestrado e doutorado inter-institucional pelo MEC e CAPES, o que possibilitará a capacitação dos servidores do IF-SC em serviço. Com servidores mais qualificados teremos melhoria do processo de ensino-aprendizagem. OBSERVAÇÃO – ESSA É UMA OPORTUNIDADE EXTERNA, MAS COM PARTICIPAÇÃO ATIVA DA PRO-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO E DA REITORA DO IF-SC.
 
3- Consolidação da implantação da Lei 11892/2008 dos institutos federais, que garante que a educação profissional ofertada nos institutos seja tratada como uma política de estado e não de governo.
 
4- O momento histórico de crescimento do país decorrente dos investimentos do Plano de Aceleração do Crescimento e para as obras para a Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 promoverá um aumento considerável da demanda por profissionais especializados de nível técnico em todo o país. Esses dois eventos mundiais têm impacto na economia de todo o país, o que traz uma tendência de valorização dos profissionais técnicos e tecnólogos dos institutos federais e como conseqüência um aumento na procura pelos cursos.
 
5- A nova institucionalidade, garantida com a Lei 11.892/2008, possibilitou que os institutos brasileiros tenham maior identidade de rede. Isso significa que podemos aproveitar as melhores práticas de outros institutos federais, que se articulam por meio do CONIF. Isso significa potencializar a possibilidade de encontrar soluções para os problemas comuns em todo o país.
 
6- A implantação nacional do Sistema de Gestão do Planejamento dos Institutos federais permitirá a organização dos indicadores relacionados com o ensino, a pesquisa e a extensão e facilitará o acompanhamento do processo educacional. Para o IF-SC atingir os indicadores previstos no Termo de Acordo de Metas e Compromissos temos que conhecer nossos indicadores de maneira precisa, de tal forma que seja possível construir um planejamento que permita modificar e alavancar positivamente nossos índices.
 
 
OPORTUNIDADES INTERNAS
1- O modelo de gestão baseado na cultura do gestão do conhecimento, que está sendo implantado no IF-SC, possibilita o compartilhamento das melhores práticas entre todos os campi, por meio de discussões coletivas e períodicas entre profissionais de setores correlatos.  Essa forma de trabalho em rede está criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento, onde todos aprendem uns com os outros e se desenvolvem de forma integrada. 
 
2- O elevado indice de qualificação dos nossos servidores e o aumento expressivo do número de bolsas ofertadas pelo IF-SC nos últimos anos vem consolidando o desenvolvimento de publicações e de pesquisas de forma articulada com o ensino e a extensão. Considerando que, com a  lei dos institutos, temos o mesmo status que as universidades federais, fomentar a cultura da pesquisa é fundamental para estarmos em igualdade de condições com as mesmas.
 
3- A ampliação no número de convênios e acordos internacionais, o que viabiliza o intercâmbio de estudantes e servidores com renomadas instituições do exterior e traz como consequência o desenvolvimento de nossos alunos e servidores. 
 
4- Em 2011, o IF-SC possuirá praticamente 50% de seu quadro de servidores com menos de 5 ano de instituição. Isso significa uma interessante oportunidade de renovação do IF-SC, uma vez que novas idéias são interessantes para a evolução permanente do IF-SC. 
 
5- A documentação, a construção dos regimentos de forma participativa e a uniformização dos procedimentos e dos processos institucionais, que está sendo viabilizado pelo Comitê Gestor de Processos é uma oportunidade para organizarmos o funcionamento da instituição, nesse momento histórico de expansão de 7 para 20 campi.
 
6- A consolidação da educação a distância no IF-SC e o uso de novas tecnologias da informação e da comunicação no dia a dia das salas de aula (salas de aula inteligentes) e na prática diária dos servidores (webmail, internet, intranet, wiki, moodle, twitter, blogs, skype, voip etc) são grandes oportunidades para aumento do número de alunos e para a modernização e melhoria da gestão e do ensino aprendizagem ofertados pelo IF-SC.
 
 
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B) AMEAÇAS – Fatores que afetam negativamente o IF-SC?
 
1- A mudança de comando do governo federal e a provável alteração dos atuais dirigentes do MEC é uma ameaça à instituição, pois o MEC determina as políticas nacionais da educação profissional. A mudança dessa política pode significar menos recursos para a educação profissional, prioridade no atual governo.
 
2- Atraso na liberação de vagas de docentes e administrativos prometidas e de quadro de funções para conclusão do processo de expansão também é uma ameaça, uma vez que estão sendo construídos novos campi e estes começarão com um quadro pequeno. Para cada campus se desenvolver será preciso a contração de mais profissionais docentes e administrativos.
 
3- Possibilidade de implantação, por parte do MEC, do Plano de Expansão III em período de tempo curto, impedindo que a gestão do IF-SC consiga organizar e consolidar o funcionamento dos campi do plano de expansão II. É preciso observar que éramos 3 campi até 2006 e seremos quase 20 até o final de 2011. Essa expansão rápida provoca dificuldades em se viabilizar o funcionamento organizado e planejado da instituição, o que é uma ameaça à qualidade dos serviços prestados.
 
4- Possibilidade de redução do orçamento para a educação profissional, em virtude de cortes orçamentários e falta de planejamento do governo federal em relação aos gastos públicos previstos. A necessidade de elevados investimentos federais para obras da Copa do Mundo e para as Olimpíadas pode provocar desequilíbrio dos gastos públicos e consequente redução do atual nível de investimentos na rede federal de educação profissional.
 
AMEAÇAS INTERNAS
 
1-  Os elevados índices de evasão de alguns cursos é uma ameaça real para que o IF-SC consiga atingir os indicadores previstos no Termo de Acordo de Metas e Compromissos. A meta é reduzir a evasão para 10%, o que se constitui um grande desafio para os gestores / educadores do IF-SC, principalmente dos cursos na modalidade pós-médio, das licenciaturas, PROEJA e cursos superiores de tecnologia.  
 
2- O atraso no processo de informatização dos processos pedagógicos e administrativos dificultam o trabalho de acompanhamento efetivo da gestão em tempo real e a tomada de decisões rápidas baseadas em indicadores precisos que considerem o orçamento, o quadro de pessoal, o desempenho acadêmico, o indice de evasão, as demandas pelos cursos, o indice de qualificação / titulação dos servidores etc.
 
3- A dificuldades inerentes da falta de compreensão dos limites e do grau de autonomia dos campi e o do papel da Reitoria e dos Diretores-Gerais, conforme previsto na Lei 11.892/2008 é uma ameaça interna. A transformação em institutos federais ainda é recente e ainda não ficou claro para todos o que significa trabalhar em rede e a necessidade de se atuar de forma interdependente. A Reitoria é o órgão executivo do IF-SC.
 
4- A cultura de planejamento no IF-SC ainda é incipiente. Sem essa cultura consolidada estamos sujeitos a falta de compreensão do que é importante e do que é urgente e, dessa forma, perdemos a oportunidade de otimizar a aplicação de nossos recursos financeiros e do quadro de pessoal. A instituição já funciona muito bem, conforme resultados das avaliações nacionais, mas pode funcionar de forma mais efetiva se todos os gestores adotarem a prática de planejar de forma participativa e considerando indicadores, PDI e avaliação da CPA.
 
Prof. Jesué Graciliano da Silva

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