Novas tecnologias aplicadas às salas de aula

apresentação Jesue no Nucleo de Tecnologias Educacionais NTE de SC

Este texto foi elaborado com o objetivo de me preparar para uma palestra que realizei para professores da rede estadual de SC no ano de 2008 na Assembléia Legislativa. Seu objetivo é compartilhar algumas idéias sobre como as novas tecnologias permitem a democratização do conhecimento. Boa leitura.

No início o conhecimento de um povo era transmitido pelos mais velhos através de estórias e lendas.

A transmissão do conhecimento através de lendas e narrativas acontece ainda hoje em algumas tribos indígenas brasileiras.

As primeiras manifestações de registro da vida dos povos primitivos podem ser encontradas em cavernas através de ícones que representam o dia a dia do grupo.

 

Com a invenção da escrita há pouco mais de 4 mil anos antes de Cristo o conhecimento pode ser registrado.

Por séculos, poucos tinham acesso aos livros, reproduzidos manualmente para uma elite.

Com o aperfeiçoamento da imprensa por Johannes Gutenberg por volta de 1450, tivemos aumento gigantesco nas publicações – Mesmo assim não é possível falarmos em democratização do conhecimento, uma vez que a maioria da população era analfabeta, a universalização do ensino era um sonho. A maioria dos livros reproduzidos era a Bíblia.

A internet vem fazendo hoje o que a imprensa fez no século XV. Mas com uma grande diferença. No mundo todo houve redução drástica do analfabetismo.

A internet começou a ser utilizada na década de 80 apenas por cientistas ligados a pesquisa sobre energia nuclear. A configuração atual foi acordada no início da década de 90 com o Protocolo de Internet (IP). Regras internacionais foram estabelecidas.

Lembro-me que, quando aluno da engenharia mecânica na UFSC, no ano de 1991 um professor viajou para a França e escreveu seu e-mail no quadro, caso quiséssemos falar com ele durante aquele mês. Foi a primeira vez que pude ter contato direto com essa possibilidade de comunicação à distância. No IF-SC – Campus São José pude ter meu primeiro endereço de e-mail no ano de 1997.

No Brasil já são 10 milhões de habitantes conectados à banda larga. O número de conexões desse tipo cresceu 50% do ano de 2007 para 2008. São 40 milhões de cidadãos conectados. O Brasil é o sexto país do mundo em número absoluto de usuários. Dados de 2008.

Um computador é vendido a cada 3 minutos no Brasil. Empresas como a Positivo e outras apostaram no computador para a classe C, a preços populares. Nunca se vendeu tantos laptops. Hoje, metade dos computadores do mundo são notebooks. São um bilhão de pessoas no mundo usando a rede de computadores. A tendência atual é a substituição dos laptops pelos TABLETS.

No futuro, com o aumento da cobertura da internet sem fio, o acesso à internet poderá ser realizado em praticamente qualquer lugar. A tendência é o uso de programas diretamente na internet. Esse é o conceito de nuvem.

Mas apesar de aumentar de forma vertiginosa, o acesso a conexões de banda larga ainda é restrito e desigual entre as regiões brasileiras.

Apesar de um em cada 4 usuários já ter conexão em banda larga, a falta de disponibilidade de banda larga em todas as cidades brasileiras é um entrave.

O IF-SC enfrenta hoje situação parecida. Enquanto alguns de seus campi possuem conexão via fibra ótica, outros carecem de disponibilidade de internet de grande velocidade. Isso tem dificultado a realização de videoconferências com a qualidade esperada.

A tendência é que daqui a alguns anos teremos acesso à internet tão rápida e tão fácil de utilizar quanto ligar uma televisão em nossas casas. Mais de 90% dos lares brasileiros possuem televisão.

Após superado o período de transição, a TV digital permitirá maior interação com a programação e será uma interessante forma de assimilação das novas tecnologias pelas classes mais populares. Mas sabemos que nem todos terão acesso á TV digital no primeiro momento.

Se a internet rápida for disponibilizada com a mesma facilidade do sinal aberto de televisão, então daremos um grande passo rumo a democratização do conhecimento.

Até há alguns anos, colocar uma televisão em cada escola brasileira com um videocassete e uma parabólica era o projeto principal da Secretaria de EAD do MEC. Mas isso ainda não foi possível apesar de todo esforço do projeto TV Escola. Em 2008 havia ainda cerca de 17 mil escolas sem energia elétrica no país. Vencer esse desafio é uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE.

Quando falamos em tecnologia e democratização do conhecimento temos que considerar também a invenção do telefone, do telégrafo, do rádio e da televisão que também contribuíram historicamente para tanto.

Todas essas tecnologias reunidas e combinadas permitem realização de cursos EAD de diversas formas:
• Satélite – Transmissão de tele-aulas com sinal digital; • Vídeo-aulas – Aulas pré-formatadas para reprodução; • Impressos – Livros didáticos e atividades de aprendizagem;

• Internet – Uso progressivo de ambientes virtuais de aprendizagem; • Videoconferência – Aulas, defesas e atividades interativas; • Telefonia convencional – Monitoria, tutoria, call center, etc; • Telefonia Móvel – 3G

Gostaria de registrar nossa experiência no IF-SC em relação ao tema EAD. Quando o professor aprende a utilizar os recursos multimídia envolvidos na EAD ele transfere esse conhecimento na preparação das suas aulas presencias.

Dentro de todas as tecnologias disponíveis é evidente que o uso dos computadores pessoais conectados à internet e dos celulares vem tomando dimensões extraordinárias.

Podemos analisar quanto tempo as invenções demoram a serem utilizadas por mais de 50 milhões de pessoas. A eletricidade demorou 46 anos, o telefone demorou 35 anos, o rádio 22 anos, a televisão 26 anos, o computador pessoal 16 anos, a internet 4 anos, o celular 13 anos. Hoje o número de pessoas que possuem celulares é maior do que o número de pessoas que possuem computadores. O uso dos celulares com tecnologias do tipo 3G é a grande novidade para disseminação de conhecimento. A EAD tem mais uma possibilidade de disseminação de informações.

Atualmente, apenas uma pequena parte das escolas brasileiras tem suas salas de aula conectadas à internet.

Os professores que têm essa possibilidade já podem obter conteúdos digitais de alta qualidade utilizando ferramentas como o Google, wikipédia, blogs, ambientes virtuais, videoconferências etc.

A maior parte, no entanto ainda tem sérias dificuldades de acesso. Em muitas situações os alunos possuem acesso em casa e o professor não. Sou favorável à bolsa ADSL para todo docente brasileiro. Isso seria uma revolução educacional.

Para ampliar o acesso dos docentes a bibliotecas digitais de qualidade, o MEC tem tido iniciativas importantes nesse sentido. Durante alguns anos patrocinou o Portal e-Proinfo (repositório digital). Tem disponibilizado livros, teses no Domínio Público, Portal do Professor, Rived e mais recentemente o Portal da EPT – Inter-Red. Há ainda grandes repositórios de produção científica que podem ser acessados na CAPES e CNPq. Facilmente o professor conectado a banda larga já pode ter acesso a uma quantidade de informações nunca vista antes. Nem todas as cidades brasileiras têm boas bibliotecas, o que explica a importância dessas iniciativas de compartilhamento em escala nacional.

O Programa Federal de Inclusão Digital de setembro de 2008 prevê a implantação de um telecentro em cada um dos 5665 municípios brasileiros e será a maior rede pública de conexão à sociedade da informação. A rede federal de educação tecnológica participará do projeto com 30 pólos de pesquisa e inovação, manutenção e suporte.

Meu primeiro contato com um computador pessoal se deu em 1983 quando atuava como auxiliar de desenhista. O computador era ligado a uma televisão e a um gravador. O engenheiro utilizava o equipamento para realização de cálculo estrutural das vigas contínuas. Na Universidade nosso contato com computadores era através do NPD – núcleo de processamento de dados e através de alguns poucos equipamentos utilizados nos laboratórios, utilizado principalmente pelos bolsistas.

Quando comecei como professor no IF-SC no ano de 1993, as cópias das apostilas eram de qualidade duvidosa. Havia um setor de produção gráfica que fazia a digitação do material criado pelo professor em máquina de escrever elétrica.

Em 1997 os primeiros computadores foram adquiridos e a partir daí pude ter todo meu material digitalizado e ilustrado com programas especializados.

Atualmente, quando uma nova disciplina me é repassada, o primeiro passo é procurar o que existe disponível na internet. Também continuo usando alguns livros de referência. Com o uso do Portal wiki, todo link que é interessante e que possua material relacionado ao tema é rapidamente copiado e publicado na internet. Esse material completo já está a disposição do aluno a partir desse momento de construção. Os portais sociais tais como blogs e wikis têm permitido a construção coletiva. O aluno também contribui nesse processo.
Utilizo vídeo-aulas quando disponíveis. Quando não disponíveis organizamos a filmagem e edição no nosso laboratório de novas tecnologias educacionais – LEDIS. Produzimos animações em flash. Construímos uma página da disciplina com links para os principais arquivos.

Portal wiki do Campus São José – material de refrigeração: http://wiki.sj.ifsc.edu.br/wiki/index.php/Portal_de_Refrigera%C3%A7%C3%A3o_e_Ar_Condicionado

Atualmente, no primeiro dia de aula meu aluno recebe um CD gratuitamente com todos os conteúdos da disciplina. Esse CD auto-executável possui uma pequena abertura em flash onde há link para os arquivos e uma apresentação dos conteúdos.

No último mês fizemos um trabalho interessante no Curso Técnico de Refrigeração. Solicitei aos colegas toda produção dos últimos 10 anos. Selecionamos o que era mais relevante, gravamos em PDF e reproduzimos 1 CD completo com todo conteúdo do curso para disponibilizar para os alunos. Nesse CD disponibilizamos vídeo-aulas de procedimentos práticos, apostilas, exercícios resolvidos, provas, animações em flash. Foi uma interessante forma de facilitar o acesso do conhecimento produzido por 15 professores em 10 anos de trabalho. Quanta diferença dos meus primeiros dias de trabalho no IF-SC. Praticamente iniciei a trabalhar no IF-SC quando as novas tecnologias estavam começando a serem utilizadas, o que facilitou em muito minha caminhada, pois pude ir aprendendo a utilizar as ferramentas e novas tecnologias sem medo, gradualmente.

Essa estória reflete bem o desafio e as transformações por que passam as instituições de ensino. O Brasil é tão grande que coexistem diferentes níveis de acesso às tecnologias. Há instituições que tem um computador por aluno e outras em que o mimeógrafo ainda é a principal ferramenta de reprodução.

Hoje os professores podem ampliar cada vez mais seu raio de ação. Sabemos que há professores brilhantes que mereceriam ser vistos por mais alunos do que suas poucas turmas. Hoje é possível disponibilizar o acesso a estes verdadeiros mestres com uso de videoconferências. O uso de filmadoras digitais, gravadores digitais é essencial para documentar essas apresentações para a posteridade. O site youtube tem muito material de qualidade duvidosa, mas com paciência é possível encontrarmos material de excelente qualidade.

Na Rede Federal, atualmente professores de diferentes estados podem produzir juntos conteúdos digitais em áreas similares. Fazemos isso com o Projeto Inter-Red, onde 10 Cefets (Institutos) brasileiros atuam na construção do Portal da Educação Profissional e Tecnológica.

No passado, os principais cursos EAD eram ministrados pelo instituto Monitor e Instituto Universal Brasileiro – década de 40. Havia também iniciativas da década de 20 com cursos de corte e costura por correspondência e cursos via rádio. Os cursos do IUB e do IM possuíam apenas material impresso. Chamamos isso de primeira geração da EAD. Com o tempo tivemos acesso às fitas de videocassete, logo depois os DVDs, agora temos cursos EAD com aulas interativas on-line, Telecursos, videoconferências, apresentações e interações produzidas em flash, fóruns e chats. A interação cresceu como nunca. A internet tornou mais fácil o acesso aos cursos EAD.
O material em EAD pode ser disponibilizado facilmente com a internet e o aluno pode interagir com o curso de forma síncrona ou assíncrona. Temos essas duas experiências no IF-SC.

No IF-SC temos ofertado cursos EAD pelo projeto eTEC, cursos gratuitos de FIC a distância onde os alunos têm acesso aos conteúdos digitais e tiram suas dúvidas por telefone ou correio eletrônico e pelo Programa UAB, onde os alunos têm aulas via videoconferência e também recebem vídeo-aulas e livros para estudo individual. São milhares de alunos atendidos com previsão de ampliação nos próximos anos.

Segundo dados do ENAD o estudante de EAD é preponderantemente casado, tem filhos, pobre, contribui para o sustento da família, e tem pais com menor escolaridade em relação ao aluno de cursos presenciais.

As escolas brasileiras vêm se adaptando gradualmente para permitir o acesso à internet. O ritmo é desigual. Há no país escolas particulares com salas de aula em que cada aluno tem uma carteira digital e há as escolas onde as salas de aula são ao ar livre ainda. Esse quadro tem implicado em baixo rendimento dos alunos, elevada repetência e um elevado número de alunos semi-alfabetizados – os analfabetos funcionais.

Penso que a tecnologia utilizada em larga escala pode contribuir para a melhoria desse quadro.

Em um cenário ideal, professores bem pagos têm condições de adquirir computadores pessoais, bons DVD, bons livros. Escolas conectadas à internet de banda larga possibilitam acesso a conteúdos digitais de alta qualidade e que seus docentes se capacitem em cursos EAD espalhados pelo país.

Professores bem preparados podem utilizar de maior diversidade de recursos e estímulos pedagógicos para promover a formação de seus alunos.

Alunos podem acessar conteúdos das aulas de forma fácil nos portais wiki e ambientes virtuais. Canetas e cadernos especiais permitem que as anotações passem diretamente para a memória instalada na carteira. Um pen-drive permite que o aluno leve para casa esse material ou que simplesmente o disponibilize on-line em seu blog.

Programas de interação tais como MSN (GOOGLE TALK) são utilizados nos horários extra-classe pelos alunos durante a realização das tarefas.

Nesse cenário os conteúdos estão disponíveis e são de fácil acesso tanto aos docentes quanto para os alunos.

O docente assume um novo papel. Ele não é mais o detentor sozinho da informação. O seu aluno também tem acesso às informações. No entanto, o aluno encontra-se diante de infinitas possibilidades de construir seu conhecimento. Mas nem sempre tem o discernimento de separar o conteúdo bom do conteúdo ruim.

O professor bem preparado pode orientar seus alunos a navegar em sites previamente selecionados. Auxilia o aluno a compreender o que é essencial dentro das centenas de informações recebidas ao se acionar o motor de busca do Google.

O professor faz a seleção do que realmente é informação útil para o aluno.

Observamos que no Brasil há instituições que em algumas séries disponibilizam um computador por aluno.

No entanto, há outras que comemoram a chegada do primeiro computador, muitas vezes sem os programas educativos apropriados e sem a devida capacitação dos professores. Temos um desafio grande no Brasil continental.

Observamos que algumas instituições já utilizam com sucesso quadro interativo, canetas eletrônicas, votador, tablet, projetores, painéis na carteira.

Podemos aumentar o uso de computadores na formação dos alunos. As escolas têm que investir mais na informatização de suas salas de aula. O aluno aprende a utilizar o equipamento na escola. Os pais adquirem o equipamento para seus filhos e também aprendem a utilizá-lo.

No campus São José – IF-SC tive a oportunidade de atuar como diretor durante 4 anos – 2003 a 2007. Trabalhamos em várias frentes, sendo uma delas a incorporação das novas tecnologias nas salas de aula. Instalamos um ponto de acesso à internet em cada sala. Idealizamos e implantamos 4 kits multimídia móveis.

Contamos com apoio decisivo e financiamento da Fundação Vitae. Não possuíamos os recursos, mas tínhamos as idéias. Escrevemos um projeto, concorremos nacionalmente e fomos aprovados para recebimento de recursos.

Já possuíamos alguns laboratórios de informática onde os alunos recebiam aulas de informática de word, excel. No entanto, o contato dos alunos com os computadores se dava apenas nesses espaços. Os docentes somente utilizavam computadores para apresentações no auditório com uso do power-point.

O objetivo era trazer o uso do computador e da internet para o dia-a-dia da sala de aula, de tal forma que pudesse ser utilizado para aulas de português, biologia, física e não só de informática. Concebemos um projeto de uma sala de aula piloto e priorizamos sua implementação. Conseguimos estender as melhorias para todas as salas de aula da Unidade.

Concebemos uma estrutura de integração entre os espaços educacionais. Os professores tiveram seus espaços de produção revitalizados, implantamos um laboratório interativo, informatizamos a biblioteca e as salas de aula, adquirimos servidores, construímos ambientes multimídia.

Mas o principal, começamos um trabalho de capacitação dos professores em diversos cursos, de tal forma a familiarizá-los com o uso de objetos de aprendizagem e de softwares especializados.

Adquirimos dezenas de softwares e aplicativos para diversas disciplinas. Atualmente observamos que alguns docentes ainda resistem ao uso das novas tecnologias, mesmo elas estando disponíveis enquanto a maioria já as utiliza com certa desenvoltura.

Tecnologias já estão disponíveis. A popularização do uso das mesmas nos espaços educativos é o desafio atual.

Estudos demonstram que alunos que utilizam as novas tecnologias com desenvoltura têm mais oportunidades profissionais. Os alunos já podem utilizar nas salas de aula quadros LCDs, votadores, cadernos e canetas eletrônicas. No mundo competitivo de hoje é preciso se atualizar sempre. É preciso o aprendizado contínuo.

Todos já concordam que a idéia de se formar em uma faculdade e trabalhar o resto da vida com aqueles conhecimentos obtidos é coisa do passado.

As novas tecnologias e mais particularmente a internet de alta velocidade possibilitam o aprendizado contínuo.
Ficção e realidade já não são tão simples de se distinguir atualmente… Somos limitados pela nossa própria imaginação. Você duvidaria que a conexão de nosso cérebro com um computador para transferência de informações é possível um dia?

A seguir apresento um extrato do livro de Bill Gates: “A Estrada do Futuro” escrito em 1994 e lançado no Brasil em 1995. Ele já havia previsto muito do que está acontecendo hoje.

A internet colocará a tecnologia a serviço da educação gerando benefícios para toda a sociedade.
A tecnologia não subtituirá o professor, ela permitirá que estes disponibilizem seus melhores trabalhos e que ocorra o compartilhamento.

As escolas ainda precisarão se adaptar ao uso dos computadores. A adaptação tem sido mais lenta nas escolas que nas empresas.

Países desenvolvidos querem ter um computador em cada sala de aula. Grandes professores poderão ser assistidos por grande número de alunos.

Quadros digitais ligados à internet permitem uso ilimitados de estímulos – vídeos, gráficos, planilhas, textos, animações, visita a sites etc.

Computadores conectados e softwares especializados permitirão que os professores acompanhem o desempenho dos alunos.
Pais poderão acompanhar o progresso dos filhos e videoconferências via internet permitirão que pais e professores conversem sobre isso.

Pais poderão interagir com seus filhos no uso de planilhas e uso de aplicativos gráficos.

Em algumas famílias as crianças estarão apresentando aos pais como usar o computador.

Crianças de três anos já saberão jogar games com desenvoltura.

Lousas eletrônicas de parede substituirão em muitas escolas os quadros de giz.

CDs disponibilizados poderão ser eficientes ferramentas para estimular o aprendizado de forma interativa. Mas na internet os estímulos serão ilimitados.

Escolas conectadas, professores conectados e preparados utilizando bons computadores na escola e nas casas, alunos conectados nas escolas e em suas casas significarão menores indíces de evasão e melhores notas.
Os ambientes de aprendizagem devem ser tão atraentes quanto os vídeos games.

Nem toda tecnologia fará milagres e ela sozinha não poderá resolver problemas sociais como a violência, drogas, professores mal pagos etc. Mas uma vez equacionados estes problemas básicos o uso da internet de alta velocidade permitirá a elevação dos padrões educacionais.

A realidade virtual poderá ser adotada nas escolas assim como existem as salas de música.

Os círculos de aprendizagem permitirão que alunos de diferentes países estudem sobre o mesmo tema.

 

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