Avaliação da gestão pro tempore

Prezados colegas, reproduzimos a seguir a entrevista concedida ao Link Digital do IF-SC, onde avaliamos a gestão pro tempore (29/6 ao dia 19/12/2011).

Quais as principais realizações que os dirigentes do IF-SC fizeram nos últimos anos? E especificamente na sua gestão como reitor?

R. Tivemos a incumbência de finalizar uma gestão que estava há 7 anos e meio a frente do IF-SC.  Participamos da equipe da Reitoria de forma mais direta desde o ano de 2008.
 
Desse período até hoje as principais realizações da gestão estão associadas à ampliação do quadro de docentes e administrativos, ao processo de inclusão, ao processo de interiorização e expansão da oferta de vagas, à melhoria de infraestrutura, à instalação efetiva da nova Reitoria, à criação da cultura da pesquisa e extensão de forma articulada com o ensino e ao processo de transformação de CEFET-SC para IF-SC.
 
Essa última ação envolveu a realização de debates em todos os campi, a realização de plebiscito, elaboração de um novo Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), criação da estrutura de reitoria, construção coletiva do Estatuto e Regimento por meio de audiências públicas, aprovação de novos regimentos para os campi, instalação e organização dos novos fóruns de decisão, realização de eleições para Diretores-Gerais e para Reitor. Adotamos a cultura da gestão do conhecimento fazendo com que os setores correlatos dos campi e da Reitoria compartilhassem as melhores práticas de gestão. Foram ações fundamentais para a organização que temos hoje.
 
Nos últimos 5 meses, assumimos diversos desafios que já estavam em discussão há alguns anos. Procuramos, no entanto, nos concentrar no que era mais importante. 

Para ilustrar, é como se tivéssemos assumido o controle de um grande avião com quase 15 mil passageiros quando o piloto e co-pilotos foram resgatados para uma nova missão (gerenciar a Universidade dos Correios). Não houve tempo para repasse do plano de vôo e tivemos que impedir primeiro que o avião caísse por falta de comando antes de traçarmos uma rota alternativa para dar segurança para todos. Depois de muita turbulência estabilizamos o avião e estamos passando o comando para a reitora eleita, com tranqüilidade e organização.

 
 
 
 
 
Nos últimos cinco meses, o professor teve que lidar com assuntos polêmicos como flexibilização, progressão, insalubridade e greve. Como avalia o trabalho desenvolvido em relação a esses temas?

No inicio de junho, avaliamos que os principais desafios de 2011 eram a questão da flexibilização da jornada de trabalho dos servidores TAEs, a progressão dos docentes, a questão da insalubridade, a consolidação da expansão, a greve iminente e também a realização do processo eleitoral.

A maioria dessas questões enfrentadas está relacionada à gestão de pessoas. Não adiantam prédios bem acabados, bons equipamentos se não contarmos com pessoas motivadas e mobilizadas para empreender com qualidade o processo de ensino-aprendizagem.

Os servidores são a maior riqueza do IF-SC. E por entendermos que são os servidores os responsáveis pelo fato do IF-SC estar sempre entre as melhores instituições federais do país, que priorizamos esses temas. Pois eles são IMPORTANTES.   E esses assuntos já estavam há anos em discussão.

Conseguimos, depois de anos de impasse, encaminhar de forma positiva a questão da flexibilização da jornada de trabalho (Portaria 962/2011). Houve um conflito inicial por incompreensão do caráter de uma minuta (rascunho). A saída da Reitora após ela ter realizado entendimentos preliminares com a coordenação do Sinasefe também contribuiu para os ruídos que se seguiram no início da gestão. Passado esse período inicial de implantação da Portaria 962/2011 temos convicção de que fizemos o que era preciso para dar segurança jurídica para a instituição e para os servidores.

Temos a compreensão de que o IF-SC será capaz de responder juridicamente bem essa questão se todos os servidores contemplados pela flexibilização tiverem a responsabilidade de cumprir fielmente seus horários e se as chefias e Diretores não se omitirem no papel de acompanhar os resultados, dando ampla publicidade aos horários de atendimento ao público. Para facilitar esse acompanhamento nomeamos uma comissão que deverá avaliar os problemas da flexibilização e propor sugestões para correção.

Da mesma forma, com ética e transparência, tratamos a questão da progressão docente, que não era de competência do Conselho Superior, conforme ficou claro no parecer 252/2011 da AGU (Advocacia Geral da União) de Brasília. Tivemos que discutir o assunto na AGU nacional para corrigir um encaminhamento equivocado na reunião do Conselho Superior de 1/6/2011. A decisão tomada não respeitava o princípio da legalidade.

Esclarecemos que nenhum dirigente ou fórum colegiado está acima das leis de nosso país.

Devemos observar a Constituição Brasileira de 1988, que traz no seu artigo 37 que a administração pública deve respeitar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Procuramos mostrar que a questão da progressão era um problema nacional. Por isso, atuamos politicamente junto ao CONIF e ao MEC para encontrarmos uma solução para regulamentação do artigo 120 da Lei 11.784/2011. Infelizmente não houve um entendimento entre o MEC e o MPOG/SRH. Provavelmente essa questão será resolvida somente com intervenção do Tribunal Superior de Justiça, que poderá determinar a concessão da progressão para todos os docentes ou poderá cassar o direito daqueles que já estão recebendo atualmente.

Quanto à greve dos servidores públicos federais, procuramos manter a tranquilidade porque ela já estava praticamente agendada em nível nacional desde o início do mês de junho.

Deixamos claro que respeitamos o livre direito de manifestação de todos os servidores aderirem ou não à greve. Não criamos um clima de conflito entre a Reitoria e os servidores. Tivemos reuniões com o comando de greve do Sinasefe e definimos quais eram as atividades de exceção. O clima respeitoso foi fundamental para que essa fosse uma das greves mais curtas do país, o que reduziu os prejuízos aos estudantes.

Antes da greve começamos a organizar o processo eleitoral para eleição do novo Reitor e para Diretores-Gerais de 5 campi do IF-SC. Esse foi um grande desafio para a gestão, pois foram quase 50 cidades envolvidas em decorrência dos cursos de educação à distância. Mas tudo transcorreu também com muita isenção, tranquilidade e transparência. Contamos com o apoio de dezenas de servidores que compuseram as comissões eleitorais e atuaram como mesários e fiscais do processo. Para organizar melhor a logística do processo, nomeamos um assessor para atuar exclusivamente com esse assunto, o que se mostrou uma decisão bem acertada. Não tivemos nenhum incidente que comprometessem os resultados das eleições.

A questão da insalubridade / periculosidade foi bem encaminhada devido à competência da Comissão específica. Fizemos diversas reuniões com o presidente da Comissão para que o laudo fosse concluído com êxito. Homologamos o laudo por meio da Portaria 1699/2011. Há ainda alguns ajustes sendo realizados pela Comissão. Destacamos que as coordenadorias de gestão de pessoas foram capacitadas para implementação do laudo no SIAPE net. Para atuar de forma preventiva, nomeamos uma Comissão Permanente para Prevenção de Riscos à Saúde dos Servidores e Estudantes do IF-SC.

Quanto ao processo de expansão, tivemos ainda o desafio de estabelecer alguns limites para o processo de expansão do IF-SC. Por isso tomamos a decisão de não nos comprometermos com a abertura de nenhum novo campus além daqueles já aprovados pela presidente Dilma no Plano de Expansão 3. 

Essa decisão foi tomada após avaliação de que os atuais campi do  plano de expansão 2,5 e alguns campi do plano de expansão 2, 1 e da pré-expansão ainda carecem de uma atenção especial em investimentos para garantir qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

A expansão levou o IF-SC a um outro patamar de desenvolvimento e reconhecimento nacional. Um novo campus muda a vida de milhares de pessoas. Não seria ético ser contra a expansão quando temos milhões de jovens necessitando de formação profissional.

No entanto, precisamos focar nossa atuação na consolidação dos campi existentes para depois criarmos novos campi.

A pergunta que fazemos atualmente é: será possível a Reitoria do IF-SC gerenciar com qualidade 40 campi espalhados pelo estado catarinense?

Essa pergunta se justifica porque o governo federal tem sinalizado que o objetivo é chegar a 1.000 campi em todo o país, o dobro do que teremos até 2014.

Temos discutido o tema com outros reitores e analisado diversos modelos de estruturas multicampi do Brasil e de outros países. 

Temos a convicção de isso só seria possível se adotássemos um modelo de gestão mais descentralizado (implantação das Unidades Gestoras nos campi) e com a criação de  secretarias da Reitoria regionalizadas pelo estado.

Isso daria mais agilidade e eficiência ao processo de gestão.

Nesses cinco meses também tomamos todas as medidas necessárias para que o IF-SC estivesse preparado para o II Fórum Mundial da EPT, um grande desafio para 2012.

 
Quais os principais desafios que o IF-SC tem para os próximos anos?

O primeiro desafio da nova equipe gestora será garantir que o  II Fórum Mundial da Educação Profissional e Tecnológica (28/5/2012 a 1/6/2012) seja um sucesso, uma vez que nossa instituição estará em evidência.

Esse evento trará novas oportunidades para a internacionalização do IF-SC.

E a internacionalização do IF-SC será mais efetiva com a implantação do Programa Ciência Sem Fronteiras e consolidação do PROPICIE.

Esse programa federal disponibilizará 15 mil bolsas para estudantes brasileiros dos institutos federais realizarem intercâmbio no exterior. Nossos servidores também deverão ser contemplados dentro desse programa.

A nova gestão deverá continuar investindo na articulação do ensino, pesquisa e extensão.

Deverá ainda empreender um grande esforço para garantir a consolidação do processo de expansão, contratando novos profissionais, adquirindo novos equipamentos e realizando as obras de infraestrutura necessárias e já diagnosticadas atualmente. Esse é um processo que poderá demorar ainda 2 a 3 anos. 

Um grande desafio será a definição dos rumos da oferta de cursos do IF-SC para os próximos anos, tanto dos cursos presenciais quanto de educação a distância. Será preciso uma avaliação dos impactos da implantação dos cursos de engenharia na oferta de cursos superiores de tecnologia.

O IFS-C tem ainda o desafio de continuar desenvolvendo os servidores para acompanhar o ritmo de evolução das novas tecnologias. A formação de novos gestores / lideranças também deverá receber atenção especial da nova equipe.  Nesse momento de transição fica evidente a necessidade de se ter um banco de talentos bem atualizado para que os servidores com mais experiência e preparo ocupem as funções e posições mais estratégicas. Há muitos servidores que ingressaram há pouco tempo no IF-SC e que possuem muita experiência. O desafio é escolher as pessoas certas para as posições certas.

A nova gestão deverá ainda realizar grandes investimentos em segurança da informação e no desenvolvimento de novos sistemas que permitam mais agilidade na gestão dos indicadores educacionais. Já aprovamos o fundo de TI para o ano de 2012. Com isso haverá mais facilidade para os gestores tomarem suas decisões. Analisar estatísticas, tendências e indicadores será um desafio importante para a nova equipe.

Finalmente destacamos que a implantação do PRONATEC, considerado o programa mais importante do governo federal para a educação profissional deverá receber muita atenção da nova equipe. Ampliar a oferta de novas vagas articulando-se com a rede privada, com a rede estadual e com o sistema S será um grande desafio.

Novos desafios surgem a cada ano e isso faz parte da gestão. O importante é como lidamos com eles. Confiamos plenamente na competência técnica e política da Reitora eleita, prof. Maria Clara e também em sua equipe, para conduzir bem os rumos do IF-SC nos próximos anos.

Que ensinamentos você tira dessa experiência como reitor do IF-SC?
 
Concluímos a gestão com a sensação de que cumprimos efetivamente nosso dever.
 
Assumimos em um contexto difícil, mas estivemos sempre determinados a encontrar as melhores soluções para os problemas, sempre com transparência e levando em conta valores éticos.
 
Compreendemos que se houve êxito, ele só foi possível porque tivemos o apoio dos servidores dos campi e da Reitoria. 

Aprendemos que manter um canal de diálogo aberto entre a Reitoria, os servidores e estudantes faz toda a diferença. E isso exigiu disciplina diária. Procuramos responder pessoalmente a todos os e-mails, manter o blog Diário do Reitor atualizado sobre os principais assuntos discutidos e atender as pessoas com educação.
 
Muitas vezes houve divergências de interpretação em relação a alguns temas mais polêmicos, mas respeitamos a opinião das pessoas e solicitamos que elas fizessem o mesmo. Fomos à procura de novas interpretações para as questões onde havia dúvidas jurídicas para trazer segurança aos servidores e ao IF-SC.
 
Recebemos dezenas de manifestações positivas valorizando essa postura.
 
Procuramos destacar valores como a ética e a transparência como fundamentais para uma boa gestão.  Se um gestor não se comportar de forma exemplar, não terá credibilidade para liderar outras pessoas.

Entendemos que agir com ética e transparência é obrigatório para um gestor público.
 
Mas em um país onde todos os meses surgem novos casos e denúncias de corrupção envolvendo aqueles que deveriam dar o exemplo (o exemplo para a sociedade deve vir dos ocupantes dos cargos mais importantes), agir com ética e transparência tem sido considerado algo raro, o que me preocupa muito.
 
Entendemos que, agindo com ética e transparência, não fizemos mais que nossa obrigação como dirigentes públicos.

Nesses 5 meses tivemos que exercitar a tolerância e a paciência para alcançarmos nossos objetivos. Compreender que cada ser humano tem seu tempo e que mudanças de comportamento demoram a acontecer foi importante para nos relacionarmos com os estudantes e servidores.  

Fortalecemos nossa convicção de que podemos fazer a diferença em nossas instituições. Para isso precisamos trabalhar de forma concentrada e separar o que é importante do que é urgente. Não importa se ficamos 5 meses ou 5 anos a frente do IF-SC. Temos que agir todos os dias com o mais elevado espírito público porque a autoridade moral não depende do tempo de gestão e do cargo que ocupamos. Esse é um dos valores que não se perdem quando deixamos uma função tão importante.

Passei por um processo de imersão como Reitor pro tempore, tendo que aprender muito em muito pouco tempo. E todo esse processo de aprendizado somente foi possível com o apoio de diversos diretores-gerais dos campi, pró-reitores e  de toda equipe do Gabinte da Reitoria, onde destacamos as atuações impecáveis da Chefia de Gabinete Sandra e do Diretor Executivo Volnei.  Destacamos especialmente a lealdade da servidora Regina Rogério e Maria Clara, fundamentais para que as decisões tomadas nesse período de conclusão de mandato fossem as mais acertadas.

Quais seus planos para o próximo ano?

Em janeiro estarei participando de um curso de imersão em inglês na cidade de San Antonio, na Alamo Colleges (EUA). Para não haver dúvidas, esclareço que o curso é custeado com recursos próprios.
 
A partir de fevereiro voltarei a ministrar aulas na área de refrigeração e ar condicionado no campus São José.
 
Pretendo concluir um novo livro, onde analisarei o processo de expansão e de transformação do CEFET-SC em IF-SC. Esse livro será inicialmente postado no novo blog chamado: Ética e Gestão nos Institutos Federais.

Dentro dessa linha de atuação – formação de novos gestores – provavelmente participarei de algumas discussões na Escola de Governo da SETEC.
 
Também estou planejando iniciar minha preparação para seleção para o doutorado.  

Além disso, fui convidado pela prof. Maria Clara para atuar como Ouvidor do IF-SC a partir de fevereiro de 2012.
 
O objetivo será contribuir para o estreitamento do relacionamento entre a Reitoria e a sociedade, não apenas respondendo às centenas de mensagens, mas sim propondo encaminhamentos que possam resolver os problemas apontados.
 
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Prezados estudantes, aproveitem bem a estrutura e os excelentes profissionais do IF-SC para aprender o máximo possível. No mundo globalizado, isso fará muita diferença em suas vidas.
 
Mais do que elevada quantidade de informação, procurem aprender os fundamentos de suas áreas. Em tempos de internet é preciso discernimento para separar a informação útil da inútil. Por esse motivo os fundamentos são importantes.
 
Participem dos fóruns coletivos de decisão, grêmios estudantis e centros acadêmicos.  Esse exercício é importante para que vocês possam atuar como cidadãos plenos em nossa sociedade.  
 
Há no Brasil um movimento crescente utilizando as mídias sociais, que independe de partidos políticos, para exigir um país mais ético e menos corrupto. Os estudantes são fundamentais para que esse movimento cresça e ganhe o país.
 
Há 26 anos os jovens foram para as ruas exigir eleições diretas para presidente (Diretas Já) e isso foi um marco para a redemocratização do país.  Hoje a corrupção é um inimigo tão grande quanto foi a ditadura e a inflação.
 
Quantas escolas e hospitais deixam de ser construídos porque nossos impostos são desviados nas diversas esferas de poder?
 
Penso que com ética e educação podemos vencer esse obstáculo da corrupção. Mas isso depende do envolvimento das diversas gerações. Se não podemos mudar o mundo todo, podemos melhorar o mundo a nossa volta.
 
Aproveitem as oportunidades que aparecerão nos próximos anos. Os estudantes mais bem preparados terão mais facilidades em participar dos intercâmbios. Por isso, estudem inglês, espanhol, francês, alemão ou outra língua, pois a fluência em um segundo idioma abrirá muitas portas em suas vidas. O Programa Ciência Sem Fronteiras, lançado esse ano pelo governo federal, será um marco na internacionalização dos nossos institutos.

Mas nunca se esqueçam de que o importante é ser feliz, estudar o que se gosta e trabalhar no que se gosta faz toda diferença na vida de uma pessoa.
 
Deixe uma mensagem para os servidores. (LINK)
 

Prezados (as) colegas, foi uma honra ocupar nesses 5 meses o papel de Reitor pro tempore do IF-SC.

Somos uma das melhores instituições de educação profissional do país e isso se deve aos nossos estudantes e ao nosso quadro de servidores tão bem qualificados.

Agradeço aos servidores docentes e administrativos do IF-SC, pois sei que a maioria esteve torcendo para que nosso trabalho fosse bem sucedido.

Saio convencido de que relacionamentos que fazemos quando ocupamos um cargo público é o que permanece.  

Pois os cargos passam e não são eles que nos tornam mais importantes ou melhores. É a nossa capacidade de agir com o outro de forma ética, respeitosa e solidária.  É nossa capacidade de ajudar nossos semelhantes. E nesse ponto merece destaque a postura das servidoras Regina Rogério e Maria Clara nesses últimos anos.

Somos todos educadores e temos que ser exemplos para nossos estudantes e nossos filhos.  

Meu saudoso pai sempre me ensinou: “O combinado não é caro. Devemos sempre cumprir nossa palavra e sermos honestos no que fazemos. Se queremos ser respeitados devemos respeitar os outros”.

Seus ensinamentos me levaram a adotar a ética da reciprocidade em tudo o que faço:

Devemos agir com nossos semelhantes como gostaríamos que agissem conosco na mesma situação.

Por isso, prezados colegas servidores e servidoras, continuem firmes em defesa da educação pública, gratuita e de qualidade. “Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda” Esse ensinamento de Paulo Freire não pode ser esquecido.

Obrigado pela atenção.

Prof. Jesue Graciliano da Silva

 

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